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  N°2684 (Nova Série), Quinta-Feira, 10 de Janeiro de 2008
2007 FOI UM ANO DOURADO PARA O TURISMO
DST com aposta renovada na diversificação

Depois de um ano em que foi batido o recorde de número de visitantes, ascendendo aos 27 milhões de pessoas, o principal objectivo
da Direcção dos Serviços de Turismo para 2008 é continuar a diversificar os produtos turísticos oferecidos assim como os mercados de visitantes

SARA PERES

Diversificação é a palavra de ordem para a Direcção dos Serviços de Turismo (DST) este ano. Apostar numa maior variedade de produtos turísticos e em novos mercados faz parte dos objectivos do Turismo para 2008. Desenvolver o turismo de negócios, consolidar os principais mercados, inovar em termos de produtos oferecidos e melhorar a qualidade dos serviços de turismo são os pontos que compõem a estratégia a seguir.
“Continuaremos a consolidar os nossos principais mercados que constituem as maiores fontes de turistas que visitam Macau”, disse ontem o Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Chui Sai On, na conferência anual da DST, a respeito dos planos para 2008. A maioria dos turistas que visita o território continua a ser oriunda da China Continental, Hong Kong e Taiwan. Porém, este ano, a par da consolidação dos mercados prioritários, a DST irá explorar outros mercados internacionais, procurando manter o crescimento do número de visitantes oriundos do sudoeste asiático. Investir nos mercados de média e longa distância tais como a América e a Europa e penetrar nos do Médio Oriente, Rússia, Vietname e Indonésia, também está na agenda.
Até agora, a diversificação de mercados tem sido um objectivo que tem vindo a ser alcançado. De acordo com o director dos Serviços de Turismo, Costa Antunes, a internacionalização foi uma aposta ganha no ano passado, com alguns mercados a atingirem um crescimento acima dos 30 por cento. “Este ano procuramos explorar novos mercados como o Médio Oriente e a Europa Oriental”, acrescentou Costa Antunes.
No entanto, acentuar a diversidade da RAEM enquanto destino turístico constitui outra resolução para o novo ano. “Macau está a desenvolver um modelo de turismo que combina a história e a cultura da cidade com a indústria de convenções e exposições, jogo e compras, desporto, gastronomia e eventos diversos, que irá tornar a cidade num destino multi-dimensional”, disse o Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, sublinhando posteriormente os planos destinados ao desenvolvimento da indústria de convenções e exposições.
Por sua vez, Costa Antunes assegurou que a DST irá apoiar a realização de várias actividades associadas à indústria de convenções e exposições, assim como irá promover o desenvolvimento do turismo de negócios. Entre os projectos que se irão realizar, associados a essa área, está a elaboração pelo Centro de Turismo de Negócios de Macau de um guia para planeadores de encontros, a criação de uma base de dados para gestão de clientes e a realização de acções de formação para profissionais de turismo.
Além disso, o director da DST referiu o aparecimento de infra-estruturas de qualidade do território, que têm tido um “efeito de atracção muito grande” pela sua “novidade” e que podem contribuir para o aumento do número de visitantes associados não só à indústria de convenções e exposições, como à de lazer.
Quando questionado sobre o impacto que poderá vir a ter na indústria do turismo em Macau, a redução das “semanas douradas”, Costa Antunes mostrou-se cauteloso, mas optimista. “Penso que ainda é cedo para poder avaliar”, disse. “Vamos ver como vai correr o ano de 2008, mas pelo que temos verificado, há uma tendência para o aumento de visitantes ao longo do ano”, acrescentou o mesmo responsável.
UM BOM ANO. “2007 foi um ano extremamente positivo para o Turismo de Macau”, considerou Costa Antunes. Durante o balanço do ano transcorrido, o director da DST frisou inclusivamente o facto de os números alcançados terem excedido as expectativas.
No ano passado, mais de 27 milhões de turistas escolheram o território como destino, o que representa um aumento de 22,7 por cento face a 2006. Do número total de visitantes, 55,08 por cento eram turistas oriundos do Continente, o que traduz um crescimento de 24 por cento desse mercado quando comparado com os valores obtidos em 2006. Hong Kong e Taiwan mantiveram-se em 2007 como o segundo e o terceiro maiores mercados de turismo de Macau.
A “surpresa”, em termos de volume de turistas veio da Malásia, que em 2007 ascendeu à quarta posição, tendo o número de turistas malaios a visitar Macau crescido 98 por cento. Segundo Costa Antunes, tal facto dever-se-á ao aumento dos voos de baixo custo que ligam a RAEM à Malásia.
Porém, para o responsável do Turismo, o ano passado não só foi favorável em termos quantitativos. De acordo com as suas declarações, em 2007 também melhorou a qualidade das instalações e dos serviços prestados. “Houve o aparecimento de novas infra-estruturas, que dotaram Macau da possibilidade de organização de eventos na área de turismo de negócios de larga escala”, exemplificou.

Chui Sai On garante combate a irregularidades no turismo

À margem dos números, o ano de 2007 ficou também marcado por alguns problemas associados à indústria turística. Nesse sentido, o Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Chui Sai On, prometeu ontem combater o fenómeno das “excursões a custo zero” que culminou no incidente com turistas na praia de Hac Sá. Chui Sai On garantiu que todos os esforços serão aplicados para acabar com esse tipo de práticas, prometendo também punições severas para quem incorrer em actos ilegais. No final do ano passado, havia em Macau 129 agências de viagem e 1.317 guias turísticos, respectivamente mais 5,7 e 6,8 por cento em relação a 2006. Em 2007 contabilizaram-se ainda 54 hotéis e 31 pensões, que em conjunto totalizavam 17.072 quartos, traduzindo um aumento de 31,8 por cento quando comparado com o ano anterior. A taxa de ocupação saldou-se, em 2007, em 81 por cento, registando uma subida de 4,7 por cento enquanto o preço médio de um quarto passou de 681,5 para 707,8 patacas.

 


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